Os meus rios estão secando
Os ventos que balançam as folhas
Passam, não os sinto me tocando
A chuva que cai já não me molha
Minha alma está surtando
No chão que piso só encontrei fundo falso
Meu tempo está desmoronando
Minha bússola, imantada perdeu o norte
O mar revolto vai me sufocando
Acho que o sol mentiu pra mim
E isso está me apavorando!
Pus os sentimentos na escrita
E olha o que acabei arrumando!
Os jogos nunca existiram
O rio do tempo continua escoando
Tudo é real e definitivo
E nada, nada, está mudando
Como dizia Heráclito , ninguém entra no mesmo rio duas vezes! Será mesmo?
Poeta de Cá
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